quarta-feira, 9 de abril de 2014

PAIXÃO E VIOLÊNCIA NO FUTEBOL

pré-Univesp
pré-Univesp – No. 1 2010 – Copa do Mundo – Jun 2010


Artigos


Torcer sim, mas perder a linha que separa o “eu” e o clube e cometer atos insanos jamais, diz professora da Unicamp

Por Heloisa Helena Baldy dos Reis





Os brasileiros ao nascerem recebem duas denominações que os acompanharão por toda a vida: um nome e um time para torcer. A predileção por um time de futebol é quase que herdada. Aqueles filhos que renegam essa herança são vistos como traidores e causam grandes decepções e frustrações aos seus progenitores. Mas não irei falar das exceções e sim da regra.

A paixão clubística pelo futebol é herdada e passa a ser vivida já a partir dos primeiros anos de vida. Ela é verificada pelo uso de uniformes dos times, principalmente as camisas. A criança, com sua natural ingenuidade, aprende dentre as primeiras palavras o nome do seu time. E por que será que na sociedade moderna, urbanizada, o futebol torna-se uma grande paixão? Há muitas explicações e eu abordarei algumas delas.

O principal motivo para um indivíduo sentir-se atraído pelo futebol é, segundo estudiosos do esporte, o grande prazer que essa atividade proporciona ao seu público. As dimensões do campo, o número de jogadores, o tamanho do gol e o equilíbrio na disputa entre as equipes provocam nos espectadores uma tremenda excitação, porque há um longo período de expectativa entre a saída da bola e a chegada da mesma nas zonas de maior probabilidade de gol. Os passes e os dribles provocam no público certa tensão, que será elevada dependendo do equilíbrio estabelecido entre as equipes rivais, pois jogos muito fáceis não são tão excitantes.

E por que o ser humano dos séculos XX e XXI precisa buscar o prazer nos jogos de futebol, seja dos times profissionais ou mesmo em “peladas” de final de semana? As respostas são dadas pela observação de um processo civilizador vivido pela humanidade, no qual os indivíduos foram criando uma espécie de autocontrole da expressão de seus sentimentos em público. Isso tem diferentes níveis se compararmos sociedades distintas, mas algo parece semelhante em quase todas elas: a seriedade verificada no mundo do trabalho. O trabalho exigiu das pessoas seriedade, autocontrole e disciplina. Todas essas exigências são relaxadas nas atividades de lazer, como é o caso do espetáculo futebolístico.

O futebol é uma possibilidade de vivência controlada de descontroles, ou seja, de expressão de emoções em público, e a castração das emoções no ambiente do trabalho fez com que os indivíduos passassem a ter necessidade de busca por atividades miméticas, como é o caso do espetáculo esportivo.

Mas o que são essas atividades miméticas? São todas as atividades que permitem aos indivíduos a vivência de fortes emoções, sendo que estas não trarão, a princípio, riscos para os mesmos. A derrota do time em um jogo, por exemplo, poderá ser vivida com fortes emoções de frustração, tristeza e desespero, a ponto de levar os torcedores do time que perdeu ao choro, ao grito de ódio pela perda. No caso de uma vitória, os torcedores chegam a sentir tanta alegria a ponto de soltar gritos de emoção. Sentimentos de poder, de grandeza e de força são vivenciados e muitos chegam a chorar de felicidade quando a conquista é muito desejada e a vitória se concretiza.

A paixão pelo futebol começa a tomar uma dimensão preocupante e a se tornar um problema quando a percepção da identidade individual do torcedor fica frágil e comprometida, a ponto do indivíduo não perceber quem é ele e quem são seus ídolos. O torcedor e a paixão clubística misturam-se e começam a acontecer atos transgressores, agressões fortuitas, e até delitos e atos vandálicos.

A violência nos dias de jogos de futebol transformou-se em uma questão de segurança pública em diversos países e, no Brasil, já fez 64 vítimas fatais, apenas nãos jogos da elite do futebol brasileiro. Nos anos de 1980, a violência no futebol parecia um problema localizado apenas na Inglaterra, onde recebeu o nome de hooliganismo. Hoje, no entanto, é um problema quase planetário.

Para pensar em prevenção dessa violência, é necessário buscar suas raízes, suas causas diretas e indiretas. Quarenta e seis países europeus adotaram políticas nacionais de prevenção elaboradas a partir de um acordo firmado no Conselho da Europa. A gota d'água foi a tragédia do estádio Heysel, na Bélgica, em 1985, que deixou 39 mortos na final da Copa dos Campeões. Os primeiros participantes do Convênio Europeu sobre a violência e mau comportamento em eventos esportivos, proposto após a tragédia de Heysel, foram Inglaterra, Itália e Espanha, entre outros. Hoje, estes são os países com maior sucesso na promoção de espetáculos de futebol.

O Conselho da Europa, com sede em Estrasburgo (França), hoje cobre praticamente todo o continente europeu, com seus 47 países membros, incluindo os 27 que formam a União Europeia. Fundado em 5 de Maio de 1949 por 10 países, o órgão tem como propósitos a defesa dos direitos humanos, o desenvolvimento democrático e a estabilidade político-social na Europa. O Conselho da Europa tem personalidade jurídica reconhecida pelo direito internacional e serve cerca de 800 milhões de pessoas.

A Espanha e vários países da Europa assinaram em 19 de agosto de 1985, na cidade de Estrasburgo (França), o Convênio do Conselho Europeu, “Convênio Europeu sobre a Violência de Espectadores e de Maus Comportamentos em Eventos Esportivos e em nos Jogos de Futebol”.

Na Espanha, trabalhos acadêmicos e de inteligência policial subsidiaram a elaboração da Lei de Esporte espanhola, de 1990, que dedicou um capítulo especificamente ao tema. Essa legislação tornou ágil o julgamento dos delitos e imputou aos clubes as penas em casos de violência de seus torcedores, assim como aos indivíduos envolvidos em atos de violência e/ou de vandalismo no estádio e em suas imediações. A lei já passou por duas revisões: a primeira versão entrou em vigor em 2007 e a última foi aprovada em março deste ano e entrará em funcionamento a partir de 01 de julho de 2010.

No Senado brasileiro tramita, desde o primeiro semestre de 2009, um projeto de lei, originário do poder Executivo, que modifica e amplia os direitos e deveres dos torcedores e dos organizadores do evento esportivo. Um dos principais acréscimos é a responsabilização criminal e civil tipificada para ocorrências de atos ilícitos em relação com espetáculos esportivos.

Estudos realizados na Europa concluíram que a falta de infra estrutura dos estádios é diretamente responsável pelos atos de vandalismo e de outras formas de violência no interior dos mesmos. Por isso, muitas recomendações do Tratado Europeu dizem respeito à modernização dos estádios. Segundo as autoridades europeias, ambientes confortáveis e seguros inibem a violência.

O Tratado Europeu é um tratado sobre a prevenção da violência em espetáculos esportivos e do mau comportamento de espectadores, com atenção especial ao futebol, assinado pelos países membros do Conselho da Europa a partir de 1985.

No Brasil, as frustrações geradas com o mau funcionamento dos serviços e da infra estrutura dos estádios contribuem para manifestações violentas. O confronto de torcedores no Estádio do Pacaembu em 1995, na final da Copa São Paulo de Juniores, parecia ter sido a gota d'água. Porém, outras tragédias se sucedem ano a ano. O episódio de 1995 chocou a sociedade pela crueldade dos jovens agressores armados com entulhos encontrados no próprio estádio, o que é inadmissível em todos os aspectos.

O futebol não é só futebol. Este esporte é, em muitos países, a expressão de seu povo.

Torcer, ter admiração por um time, reunir-se com amigos e estranhos a beira de um campo... tudo isso é muito sadio e prazeroso! Agora, perder a linha que separa o “eu” e o clube, cometer atos insanos e causar pânico à população são patologias de uma sociedade que ainda busca caminhos para a paz, a tolerância e a harmonia.



*Heloisa Helena Baldy dos Reis é livre docente e coordenadora do Grupo de Pesquisa de Futebol (GEF) da Unicamp e autora dos livros Futebol e violência, pela Editora Autores Associados, e Futebol e sociedade, pela Liber Livros.

Foto: Heitor Shimizu



http://www.univesp.ensinosuperior.sp.gov.br/preunivesp/118/paix-o-e-viol-ncia-no-futebol.html

sábado, 5 de abril de 2014

CONDUTA DISCRIMINATÓRIA


ZERO HORA 05 de abril de 2014 | N° 17754

ARTIGOS

por Luiz Carlos Mabilde*




A cada nova edição de conduta discriminatória (CD) nos estádios de futebol, mais pessoas (chocadas) indagam umas às outras e às autoridades se tais fatos não deixarão de ocorrer. A CD envolve agressão, sofrimento mental e pode adquirir grande magnitude. Apesar disso, repetem-se atos de intolerância, ódio irracional ou aversão a outras pessoas, por razões étnicas, religiosas, culturais, sexuais e tantas outras.

Trata-se de uma atitude preconceituosa, pois é consequente a uma ideia formada sem contestação, fundamento sério ou reflexão que a justifique. Ela começa pela influência da família, cresce nas escolas, clubes e ruas, fortalece-se nas instituições, estádios e partidos; finalmente, estrutura-se nas cidades e países. Algumas constatações agravam ainda mais o problema: todos discriminam, não havendo período da História isento de CD e, o que é pior, ela parece imperturbável.

Freud buscou outros fatores para melhor compreender o padrão cultural preconceituoso e sua inalterabilidade. Encontrou-os na própria personalidade humana. De início, entendeu que o narcisismo imporia um isolamento pessoal ou grupal dos outros por não tolerar diferenças. Depois, percebendo a agressividade intrínseca ao homem, Freud afirmou: “O homem é o lobo do homem”, na medida em que o próximo é alguém que o tenta a satisfazer toda sua agressividade. Bastam os seguintes exemplos: as invasões dos hunos, dos mongóis, dos cruzados e o holocausto perpetrado na última guerra mundial.

O fenômeno apocalíptico – como ideologia profunda da personalidade – completaria a equação causal da CD. O apocalipse é uma visão do mundo e de seu final. Um julgamento. Uma crença de que os inimigos de um povo seriam erradicados pelos anjos bons do céu, restando na terra apenas os justos. Assim, o esquema apocalíptico contém ideias patológicas de destruição selvagem dos outros e de renascimento messiânico de um só grupo, o que inevitavelmente evoca a CD, na proporção cabível para cada evento estudado.

Não parece haver fórmula mágica para erradicar a CD como parte do comportamento humano. Encará-la como produto do preconceito associado a um distúrbio mental seria, além do enquadramento penal, outra forma de inibi-la. Do contrário, seguiremos assistindo a sua prática em estádios e guerras, assim como a sua negação. Todo dia se vê alguém autodenominar-se isento de discriminações ou criticá-las fortemente, porém, ao exortá-las, apontar alguma particularidade discriminativa do outro, ao invés de simplesmente não fazê-lo.

*PSIQUIATRA E PSICANALISTA

quinta-feira, 13 de março de 2014

RACISMO FUTEBOL CLUBE




ZERO HORA 13 de março de 2014 | N° 17731


EDITORIAIS



O Esportivo de Bento Gonçalves será julgado nesta quinta-feira pelo Tribunal de Justiça Desportiva, por sua responsabilidade no caso de racismo que envolveu o árbitro Márcio Chagas. É inquestionável que o racismo merece todas as condenações e que precisa ser desestimulado tanto pela legislação quanto pela construção de uma cultura de convivência e diversidade. E o futebol, por ser um esporte de grande visibilidade, por reunir torcedores e atletas de variadas origens étnicas, se constitui em espaço adequado para o exercício da conscientização e da tolerância.

Hoje é o Esportivo que está no banco dos réus, tanto pelas ofensas dirigidas ao árbitro por alguns de seus torcedores quanto pela depredação do veículo do profissional que estava estacionado nas dependências do clube. Espera-se que os auditores do TJD apliquem uma punição adequada às infrações cometidas, sem transformar o clube da serra gaúcha em símbolo de execração. Não há condenação mais exemplar do que uma pena justa. Racismo se combate com justiça, e não com justiçamento.

Porém, independentemente do julgamento do Esportivo, é importante que os torcedores praticantes dos atos discriminatórios também sejam responsabilizados, até para desestimular resistências como a de outros frequentadores do futebol que insistem em continuar entoando cânticos agressivos e preconceituosos. Não é possível que esses indivíduos continuem achando normal e aceitável chamar alguém de macaco ou se referir a um grupo de pessoas por macacada. Precisamos evoluir no respeito ao outro, precisamos ser mais inteligentes e civilizados até mesmo nas provocações futebolísticas. Já não há mais lugar no campeonato da humanidade para o Racismo Futebol Clube e para as boçalidades de sua torcida.


sexta-feira, 7 de março de 2014

ÁRBITRO DE FUTEBOL É VÍTIMA DE RACISMO



CORREIO DO POVO 07/03/2014 11:31

Esportivo convoca torcida para identificar autores de caso de racismo. Clube também registrou ocorrência por difamação contra o árbitro Márcio Chagas



O presidente do Esportivo, Luis Delano Lucchese Oselame, divulgou uma carta aberta lamentando o caso de racismo relatado pelo árbitro Márcio Chagas da Silva em Bento Gonçalves, na Serra gaúcha. O fato teria ocorrido durante a partida entre o Alviazul e o Veranópolis, na quarta-feira.

O mandatário garantiu que o clube não medirá esforços para esclareceu o que ocorreu na Serra. Ele também convocou a torcida para ajudar as autoridades a identificar os autores dessas “atrocidades” e afirmou que não seria justo o Esportivo ser púnico por “alguns poucos que se dizem torcedores”.

Confira a nota na íntegra:

Este é sem dúvida um capitulo triste na história do nosso Alvi-Azul.

Os fatos de racismo relatados pelo árbitro Márcio Chagas em nosso estádio na última quarta-feira me entristecem não apenas como presidente e torcedor do Clube Esportivo, mas também como empresário, bentogonçalvense, homem e pai de família.

Em momentos como esse devemos ter cautela e não podemos transformar um em todos. A infeliz voz que supostamamente gritou palavras de ofensas ao árbitro não é a voz da nossa torcida, do nosso clube, da nossa comunidade, principalmente quando falamos de uma cidade acostumada a receber tão bem visitantes de todas as partes do Brasil e do mundo.

Desde que comecei a frequentar os corredores desse Clube sonhei vê-lo nas páginas e veículos de mídia do país por suas glórias, e muito me entristece vê-lo nessas tão sonhadas páginas por uma noticia lamentável como essa que se quer tem relação direta com a instituição.

Assim como muito me entristece o que alguns oportunistas estão tentando fazer nesse momento, especulando que o Esportivo estaria questionando a idoneidade do árbitro e apoiando condutas criminosas e racistas. O Clube Esportivo, toda sua direção, comissão técnica, equipe e funcionários repudiam qualquer forma de racismo… repito, repudiamos qualquer forma de racismo!

Peço desculpas se aos olhos dos grandes não soubemos lidar tão bem com essa situação como deveríamos, mas acreditem, isso para nós foi uma ingrata e inesperada surpresa tanto como para todos vocês.

Não mediremos esforços para esclarecer os fatos e convocamos nossa torcida para nos ajudar e ajudar as autoridades em um momento como esse, trazendo informações que identifiquem os verdadeiros culpados por essas atrocidades. Não é justo que nosso time e sua torcida, que vem lutando bravamente para se manter entre a elite do futebol gaúcho, seja penalizado por alguns poucos que se dizem torcedores.

Assim como o árbitro Márcio Chagas tem seus filhos, eu também gostaria de poder ver os meus brincando livremente, com os filhos dele e de qualquer outra pessoa, não importando sua cor, credo ou classe social, em um mundo mais justo e sem racismo.

Cordialmente,
Luis Delano Lucchese Oselame
Presidente do Clube Esportivo Bento Gonçalves


CORREIO DO POVO 06/03/2014 14:45

Árbitro Márcio Chagas diz ter sido vítima de racismo em Bento Gonçalves. Profissional encontrou duas bananas em cima do seu carro após jogo entre Esportivo e Veranópolis




Márcio Chagas encontrou duas bananas em cima do seu carro após jogo entre Esportivo e Veranópolis
Crédito: Mauro Schaefer / CP Memória


O árbitro Márcio Chagas da Silva disse ter sido vítima de racismo em Bento Gonçalves, na Serra gaúcha, após a partida entre Esportivo e Veranópolis nessa quarta-feira. Duas bananas foram colocadas em cima do carro dele depois do confronto. Além disso, o automóvel tinha arranhões na lataria e marcas de batida.

O veículo estava dentro do estacionamento destinado à arbitragem do estádio Montanha dos Vinhedos. A partida terminou 3 a 2 para a equipe da casa. Chagas da Silva acredita que a própria torcida do Esportivo cometeu o ato de racismo. “Aconteceu mais um fato lamentável de racismo em Bento. Quando entrei no campo de jogo, já escutei palavras racistas da torcida do Esportivo em relação a minha pessoa, me chamando de ‘macaco’”, contou o árbitro em entrevista à Rádio Guaíba.

Mas o pior ocorreu depois do confronto. “Ao término da partida, fui pegar o carro no estacionamento do clube e me deparei com o veículo cheio de bananas, por cima e no cano de descarga do veículo. Além disso, tinha arranhões, batidas e partes amassadas”, relatou. “Era um lugar privativo, fechado com portão, que não deveria ter acesso por mais ninguém, a não ser pela arbitragem ou dirigentes do clube. Alguns atletas viram o ocorrido e disseram que é comum manifestações racistas por parte dos torcedores do Esportivo”, comentou.

Chagas fotagrafou os danos causados e anexou as imagens à súmula do duelo. No entanto, ela ainda não foi divulgada pela Federação Gaúcha de Futebol (FGF). "Encaminhei na súmula fotos do meu carro, para que eu possa ser ressarcido por esse clube e para futuras punições."

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

DETIDOS INVASORES DO CT DO CORINTHIANS


O Estado de S. Paulo, 20 de fevereiro de 2014 | 8h 00

Torcedores que participaram de invasão do CT do Corinthians são detidos. Eles foram encaminhados na manhã desta quinta-feira, 20, para a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no centro de São Paulo; caso ocorreu no dia 1º

Felipe Cordeiro



SÃO PAULO - Treze torcedores do Corinthians foram encaminhados na manhã desta quinta-feira para a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na região central de São Paulo, suspeitos de terem participado da invasão ao Centro de Treinamento do clube, na zona leste, em 1º de fevereiro. Dentre os suspeitos, três já foram detidos pela Polícia Civil.

Dentre os cinco mandados de prisão expedidos pela Polícia, dois deles já foram cumpridos na identificação dos suspeitos. Além dos acusados, outro torcedor foi preso na quadra da Camisa 12, ao ser flagado com um revólver calibre 38. Ao todo, a Polícia cumpre seis mandados de busca e apreensão e possui mais três mandados de prisão, em operação que se iniciou por volta das 4h30 desta quinta-feira, e deve ser realizada durante todo o dia.

Além do torcedor identificado com porte ilegal de arma, outros nove integrantes da torcida organizada do Corinthians Camisa 12 foram encaminhados à DHPP. Os policiais responsáveis pela operação também encaminharam um torcedor da Pavilhão 9 e dois da Gaviões da Fiel.

O advogado da Gaviões da Fiel, Ricardo Cabral, acredita que houve precipitação por parte da Polícia nessa ação. "A busca na quadra foi realizada de forma exagerada, já que a Gaviões esta colaborando com as investigações", disse. Além dos dois torcedores, os policiais civis apreenderam computadores e US$ 3.300 (R$ 7.900) na sede da torcida organizada, localiza no bairro do Bom Retiro, em São Paulo.

FOTOS Os torcedores foram identificados por fotos divulgadas após a invasão. A Polícia investigará por que o Corinthians não entregou todas as imagens das câmeras de segurança após a invasão, que provocou a saída de três jogadores do clube: Pato, Douglas e Paulo André.

No dia da invação ao CT, 22 câmeras funcionavam. Ocorre que o Corinthians enviou apenas vídeos de duas delas. Em entrevista à Rede Globo, o presidente do Corinthians, Mário Gobbi, disse que as demais câmeras pararam de funcionar e que as máquinas estão sendo avaliadas pela perícia técnica.

DIA DE TERROR

Elisabete Sato, diretora-geral da DHPP, disse que apesar das dificuldades, a polícia pretende identificar outros invasores. "Estamos pegando as imagens que algumas emissoras divulgaram e também as que o presidente corintiano passou para a gente". Dos outros dez ouvidos, seis torcedores corintianos já foram liberados pela Polícia Civil.

Na invasão ao CT, um grupo de cem torcedores foi ao local para protestar depois de o Corinthians sofrer goleada por 5 a 1 para o Santos. Foram denunciadas agressões contra funcionários e ao atacante Paolo Guerrero, além de roubos de celulares. Depois disso, o plantel chegou a ameaçar não jogar no Paulistão, mas acabou entrando em campo normalmente - o Sindicato dos Atletas ainda tentou articular uma greve, sem sucesso.



quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

APOLOGIA DA VIOLÊNCIA

É só dar uma analisada nos hinos e nas bandeiras das torcidas organizadas do clubes brasileiros para se dar conta de que a violência está sendo disseminada, sem que as autoridades tomem medidas enérgicas para coibir, banir e punir os responsáveis.

Acabou A Paz - Torcida Organizada Os Fanáticos

"Acabou a paz
Isso aqui vai virar o inferno
Seja no campo!!
No terminal!!
Fanáticos vai descer o pau!!!!"

http://letras.mus.br/torcida-organizada-os-fanaticos/286088/



O Seu Terror - Torcida Independente

Não dá pra esconder
Que eu persigo só você gambá
Não dá, não dá não dá não dá

Não dá pra esconder
Que eu persigo só você gambá
Não dá, não dá não dá não dá

Só sei
Que os porco estremesse
A jovem desaparece
Inconscientemente a gente espanca
As mãozinhas já não se balançam
Os bambus não existem mais
Força
Só sei que a independente é ruim de mais

Eô eô
Sou da independente,
O seu terror

http://letras.mus.br/torcida-independente/507981/


Seu Pior Pesadelo - GRCES Torcida Jovem do Santos FC


Vem que o Bonde da TEJOTA,
é guerreiro.
Seu Terror, Seu Pior Pesadelo.
Representa Bate em Qualquer Um.
Somos a Nº1... Vai, Vai, Vai...

http://letras.mus.br/torcida-independente/507981/













OPERAÇÃO PARA PRENDER TORCEDORES ENVOLVIDOS NA PANCADARIA NA ARENA JOINVILLE

ZERO HORA ONLINE 19/12/2013 | 10h41

A NOTÍCIA

Polícia faz operação para prender torcedores envolvidos na pancadaria na Arena Joinville. 28 mandados de prisão começaram a ser cumpridos nesta qunta-feira



Foto: GERALDO BUBNIAK / FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO


As Polícias Civis de Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro iniciaram às 5 horas desta quinta-feira a operação Cartão Vermelho para a prisão de torcedores do Atlético-PR e Vasco envolvidos na pancadaria na Arena Joinville. Até às 10h, 12 pessoas já tinham sido presas nos três estados. Todos responderão por associação ao crime, incitação de violência em evento esportivo e dano ao patrimônio público. Dependendo do caso, também responderão por furto e tentativa de homicídio.

Devem ser cumpridos 28 mandados de prisão e um de busca e apreensão na região metropolitana de Curitiba, Joinville e Blumenau e no Rio de Janeiro. O delegado responsável pelo caso em Santa Catarina, Dirceu Silveira, não quis revelar quantos já foram presos em cada um dos estados.

Em Joinville, um homem de 40 anos que estava na torcida do Atlético Paranaense foi preso. O ex-vereador de Curitiba, Juliano Borghetti, flagrado no meio da confusão, não foi encontrado em caso pela polícia e está foragido. Em Blumenau, um vascaíno de 22 anos também foi detido.

A briga aconteceu no dia 8 de dezembro, no jogo entre Atlético-PR e Vasco, por volta dos 15 minutos do primeiro tempo, quando o time paranaense já vencia por 1 a 0. A partida foi paralisada. Na confusão, quatro torcedores ficaram feridos. Um deles sofreu traumatismo craniano e só teve alta no dia 13.

No julgamento do STJD, o Atlético-PR, responsável pela segurança no local no dia da partida, foi o maior punido com perda de mando de 12 partidas, metade delas com portões fechados. O clube do Paraná ainda foi multado em R$ 120 mil. O Vasco da Gama foi penalizado com oito partidas de mando de campo e R$ 80 mil reais em multa.

Diário Catarinense — Quais são as provas contra os presos?
Dirceu Silveira — Coletamos os materiais usados no dia da confusão, vestuários e as informações deles coletadas no dia do jogo. As fotos tiradas durante a partida também serão usadas como provas.

DC — Os presos em outros estados serão traduzidos para Santa Catarina?
Silveira — Sim, todo o inquérito será encaminhado pela polícia civil de Santa Catarina e eles serão trazidos o mais breve possível a Joinville para a coleta de depoimentos e andamento normal dos casos.

DC — Além desses 12, quantos envolvidos foram presos no dia do jogo?
Silveira — Três pessoas foram presas no dia da partid